Bem Vindo
Um espaço para troca de experiências, reflexões, dúvidas referentes ao universo dinâmico e surpreendente do inconsciente.
quarta-feira, 4 de março de 2015
MEU FILHO NÃO QUER COMER.
Quem tem criança em algum momento ou vários, já sofreu este dilema: a criança recusa comida, faz cara feia, grita, bate pé quando se depara com um prato de comida na frente. E agora, o que fazer??
Muitos pais se desesperam junto com a criança, gritando, impondo castigos até absurdos caso a criança não coma.
Instala-se uma angústia sem fim, de um lado uma criança sem interesse em comer por vários motivos existentes no momento, os quais, por não querer interromper uma brincadeira, uma atividade interessante, um programa na televisão, ou pela qualidade do vínculo emocional com os pais ou outro responsável por ela.
A criança, apesar de muitas vezes não nos atentarmos a isso, é muito sensível e perspicaz, principalmente com aqueles responsáveis pelo seu cuidado e convivência estreita. Portanto, frequentemente, quando temos pais que encaram o momento da alimentação, da refeição, como algo de supra importância e relevância para um melhor desenvolvimento da criança, ao ponto de criar uma angústia e problemática ao redor, dificultam uma melhor aceitação deste momento pela criança.
Não que a importância de uma boa refeição, com todos os seus nutrientes básicos e essenciais para um bom desenvolvimento físico do indivíduo não tenha a sua prioridade. Sabemos que uma alimentação adequada, equilibrada, nutritiva às crianças, colabora para um bom crescimento mental e físico.
Mas a questão está no fato de como é apresentado a refeição, a comida à criança. Se há uma tranquilidade e naturalidade neste momento, ou uma apreensão e aflição já aparentes caso exista uma rejeição. Uma vez o meu psicanalista, ao relatar esta angústia, me falou que não é porque minha filha recusava alguns alimentos, como vegetais e legumes, que se tornaria uma doente ou não cresceria normalmente.
Naquele momento, ainda não me conformei. Mas resolvi a partir dali colocar em prática este desapego a respeito da minha filha sempre aceitar comer toda a comida e todos os legumes e vegetais existentes. Para minha surpresa, não encontrei mais dificuldade na parte dela de bater um bom prato na hora das refeições.
Muitas vezes ela me chantageava com a comida, dizendo que não iria comer caso não a deixasse ver televisão, e por não ceder ao seu discurso, acabava deixando de lado e comendo a comida.
Portanto, vale a pena tentar controlar esta angústia e aflição nossa para se obter resultados positivos e frutíferos com os nossos filhos. Segue a dica!!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Identificando a Depressão:
Muitas pessoas costumam confundir a tristeza com a depressão. Não é à toa que normalmente escutamos alguém falar: "Estou tão deprimida!", para uma simples tristeza. Esta ocorre em momentos da nossa vida, quando por exemplo vivenciamos alguma frustração, ou decepção, aborrecimento, enfim, situações que nos deixam desestimulados, tristes em determinados instantes.
O que quero dizer que a tristeza é uma sensação momentânea e passageira que nos mobiliza por um determinado tempo mas que passando esta sensação retornamos a nossa vida, aos nossos afazeres diários, não prejudicando e interferindo na nossa rotina.
A depressão consiste numa sensação de profunda tristeza, desejo de isolamento do mundo ao nosso redor que persiste por um tempo mais longo, impossibilitando de retornarmos às nossas atividades diárias e até mesmo corriqueiras como tomar banho, comer, trocar de roupa. A tristeza não nos abandona em nenhum momento, mesmo não existindo um motivo aparente, estamos tristes.
Normalmente os sintomas possíveis de identificar num primeiro momento são: um desânimo profundo, cansaço, desestímulo para fazer qualquer coisa, irritabilidade sem causa específica, falta de apetite, ou então, o seu oposto, uma fome excessiva, descontrolada acarretando um ganho de peso considerável, insônia, isolamento do mundo social.
Quando observamos estes sinais, significa um alerta de que algo não está bem internamente e por isto necessitamos buscar ajuda profissional. Importante formar o diagnóstico para ser possível o tratamento adequado e efetivo para tal. Dependendo do estágio da doença, caso esteja no seu início, é possível acompanhar apenas com um acompanhamento psicológico. Mas isto precisa ser avaliado melhor pelo psiquiatra juntamente com o psicólogo responsáveis pelo tratamento.
Enfim, aceitar ajuda e buscar a saúde são os melhores caminhos para se obter uma melhor qualidade de vida.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Um Outro Aspecto do ser Narcisista.
Ainda penso no ser narcisista, pois cada vez mais percebo as pessoas, a sociedade, o mundo narcisista.
Não falo do ser narcisista dos livros de psicologia ou classificado no CID 10, livro de classificação das doenças psiquiátricas. Me refiro às pessoas que estão tão absorvidas em seus próprios mundos internos, em suas próprias fantasias, questões, problemáticas, que mal conseguem perceber um mundo além delas.
Pessoas que realmente não possuem nenhum comprometimento e respeito com o outro, nenhuma preocupação com o sentimento alheio, com o espaço e a intimidade e privacidade do outro.
Não tenho certeza se as pessoas mudaram ou o tempo que não é mais o mesmo, ou ainda, sempre houve pessoas narcisistas, egoístas, mas não nos dávamos conta deste fato!! O fato real é que cada vez mais percebo a dificuldade de ser ouvido, de se ter uma atenção adequada, de ser compreendido. Também pouco resta tempo para isto, pouco resta tempo para se ouvir, para se entender, para se prestar atenção. Não se tem tempo para isto!!!!
Parece que tem tanta pressa!!!! Pressa para quê??? Não tem tempo para si próprio, logo não tem tempo para o outro!!!! Realmente, o conversar, o ouvir, o entender, requer tempo, e na maior parte das vezes, requer muito tempo. Tempo para parar, sentar, ou deitar num divã, numa sala, conversar, enquanto toma um café ou faz uma refeição. Ah, esqueci!!! Não se tem tempo para almoçar, pois não há tempo, por isto, se faz um lanche rápido. Não se pode parar....
Realmente o que há de esperar das pessoas?? Como não ser egoísta, narcisista?? Acho que o termo narcisista neste momento pode não ser muito adequado, já que o sujeito para ser narcisista precisa ter tempo!!!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
PSICANÁLISE PARA TODOS: O Ser Narcisista:
PSICANÁLISE PARA TODOS: O Ser Narcisista:: Escutei de uma profissional da área que a pessoa narcisista se considera a melhor em relação as demais, contando uma gama de vantagens e êxi...
O Ser Narcisista:
Escutei de uma profissional da área que a pessoa narcisista se considera a melhor em relação as demais, contando uma gama de vantagens e êxitos, sendo que na verdade ela possui um complexo de inferioridade.
Esta afirmação abalou profundamente o meu aspecto "narcisista"!!!!! Logo pensei: -"Ela não se lembra do mito de narciso? Como assim ele então era narcisista com um complexo de inferioridade??? Como ele morreu na água por se apaixonar pela sua própria imagem refletida?? Onde estava a inferioridade??" Narciso era realmente apaixonado por ele próprio!!! Não havia inferioridade nenhuma, pois o mundo, os seus interesses eram restritos a ele próprio. Na verdade, o mundo externo não existia, apenas a sua realidade interna, o seu próprio mundo.
E assim acontece com a psicose, pois o psicótico é narcísico, a realidade que vive é a sua própria, o contato, a interação que estabelece é com o seu próprio mundo interno de fantasias. Não há um sentimento de inferioridade em relação com o outro, já que não há o outro, apenas o "eu". Esta destinção do "eu" e do "outro" ocorre num desenvolvimento normal psíquico da criança.
Quando há esta distinção, então pode haver um dito "complexo de inferioridade", já que há uma comparação, um reconhecimento e portanto, uma relação com o meio externo, com um outro ser do meu relacionamento, do meu convívio social. Na verdade é uma defesa, uma reação contra a um sentimento que me pertence, me deixando mal, provocando um sofrimento, e que portanto desejo negá-lo, fingindo para mim mesmo que não o possuo, agindo de forma oposta.
Portanto, sou bonito mesmo, sou lindo, ótimo, maravilhoso profissional, amigo, companheiro, marido, pai, filho, e assim por diante. Buscando sempre esta necessidade de reafirmação do bom, do perfeito, camuflando o ruim, o imperfeito que na verdade acredito ser.
Vulgarmente, percebemos estes indivíduos como narcísicos, por considerarmos seres egoístas, egocêntricos. Mas na verdade narciso não era egoísta neste sentido vulgar da palavra. Ele somente não reconhecia o mundo externo, apenas o seu próprio. Ele não reconhecia a existência de um outro ser além dele mesmo, levando-o a uma não existência da vida, pois somos seres sociais, dependentes do outro, e portanto sem isto, não conseguimos viver, morremos.
Esta afirmação abalou profundamente o meu aspecto "narcisista"!!!!! Logo pensei: -"Ela não se lembra do mito de narciso? Como assim ele então era narcisista com um complexo de inferioridade??? Como ele morreu na água por se apaixonar pela sua própria imagem refletida?? Onde estava a inferioridade??" Narciso era realmente apaixonado por ele próprio!!! Não havia inferioridade nenhuma, pois o mundo, os seus interesses eram restritos a ele próprio. Na verdade, o mundo externo não existia, apenas a sua realidade interna, o seu próprio mundo.
E assim acontece com a psicose, pois o psicótico é narcísico, a realidade que vive é a sua própria, o contato, a interação que estabelece é com o seu próprio mundo interno de fantasias. Não há um sentimento de inferioridade em relação com o outro, já que não há o outro, apenas o "eu". Esta destinção do "eu" e do "outro" ocorre num desenvolvimento normal psíquico da criança.
Quando há esta distinção, então pode haver um dito "complexo de inferioridade", já que há uma comparação, um reconhecimento e portanto, uma relação com o meio externo, com um outro ser do meu relacionamento, do meu convívio social. Na verdade é uma defesa, uma reação contra a um sentimento que me pertence, me deixando mal, provocando um sofrimento, e que portanto desejo negá-lo, fingindo para mim mesmo que não o possuo, agindo de forma oposta.
Portanto, sou bonito mesmo, sou lindo, ótimo, maravilhoso profissional, amigo, companheiro, marido, pai, filho, e assim por diante. Buscando sempre esta necessidade de reafirmação do bom, do perfeito, camuflando o ruim, o imperfeito que na verdade acredito ser.
Vulgarmente, percebemos estes indivíduos como narcísicos, por considerarmos seres egoístas, egocêntricos. Mas na verdade narciso não era egoísta neste sentido vulgar da palavra. Ele somente não reconhecia o mundo externo, apenas o seu próprio. Ele não reconhecia a existência de um outro ser além dele mesmo, levando-o a uma não existência da vida, pois somos seres sociais, dependentes do outro, e portanto sem isto, não conseguimos viver, morremos.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Recado de Férias.
Olá,
No momento estou de férias e por este motivo não tenho postado neste blog.
Voltarei em breve.
Obrigada pela compreensão.
Psicanálise Para Todos.
No momento estou de férias e por este motivo não tenho postado neste blog.
Voltarei em breve.
Obrigada pela compreensão.
Psicanálise Para Todos.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O Amor e a Paixão:
Outro dia estava assistindo uma entrevista sobre a diferença entre o amor e a paixão. Sabemos que a paixão é um sentimento arrebatador, intenso, rápido e finito, pois conforme ele aparece também desaparece com a mesma intensidade. O amor vai chegando e crescendo aos poucos, se instalando e permanecendo, sendo algo mais duradouro e também muito forte.
Mas o que me chamou a atenção nesta entrevista foi a discussão acerca do sentimento da paixão carregado de muito prazer e portanto, cobiçado frequentemente. O gozo que se tem com a paixão é tão intenso, façinante, embriagante comparado com o amor, sendo então mais interessante do que este. A paixão mantém viva o prazer, a idealização do bom, do perfeito, do mágico, do irracional, do impulso, do novo. O amor engloba a razão, a realidade, a imperfeição, o ódio, com momentos de prazer e felicidade, o já conhecido e portanto, velho.
As surpresas, as expectativas no amor diminuem devido ao contato com o real e o verdadeiro do outro, da relação. A paixão não permite a entrada deste real, já que não tolera a frustração, os erros, o mau e imperfeito. Nos tempos atuais, parece que as pessoas estão em busca desta fantasia, assim como na infância, que as meninas sonhavam com os seus príncipes encantados montados em seus cavalos brancos que as salvavam das bruxas, e assim viveriam eternamente felizes para sempre, apaixonadas em seus castelos.
Entendo portanto, o porquê de algumas teorias defenderem a relação não monogâmica na atualidade, já que assim, se mantém viva a chama da paixão. Por este prisma, tende a se instinguir o amor, a relação dual duradoura, permanente, o laço construído com o tempo que engloba uma amizade, parceria, dedicação, cumplicidade, união, momentos bons, felizes e os ruins e infelizes. Pois a felicidade é um estado, um momento, e não uma condição permanente, instalada em nossa vida.
Interessante que esta ideologia é maçantemente imposta pela mídia atual, pois há uma propaganda de uma companhia de telefonia celular onde uma garota conversa com sua amiga na praia, quando surge ao seu encontro um rapaz alto, bonito que a cumprimenta e a beija na boca. A amiga se espanta com o fato e pergunta como ela conseguiu "pegar" o rapaz? A garota faz a propaganda do serviço da operadora que utiliza o acesso ilimitado na internet, com mensagens instantâneas, sendo portanto, fácil o seu controle com o rapaz. Assim, a amiga olha o amigo do rapaz e diz que então se utilizará do mesmo recurso da garota. Esta retruca dizendo que aquele rapaz era "fácil" de pegar. Ou seja, a garota buscava vários prazeres imediatos em sua vida, não se envolvendo verdadeiramente com ninguém.
Parece que há todo o incentivo deste estilo de vida de um prazer momentâneo sem dor, conflitos e portanto, sem envolvimentos e relações sólidas e verdadeiras.
Deve-se buscar o prazer, a alegria, mas também deve-se suportar a dor e aprender a lidar com aquilo que não gostamos ou que nos frustramos, para assim suportarmos a vida no mundo, na realidade concreta, constituída de amor, ódio, paixão.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
PSICANÁLISE PARA TODOS: Quando Mudar o seu Filho de Escola?
PSICANÁLISE PARA TODOS: Quando Mudar o seu Filho de Escola?: Na verdade é uma questão mais dirigida às crianças pequenas, já que muitas das vezes não conseguem expressar verbalmente o que as inc...
Quando Mudar o seu Filho de Escola?
Na verdade é uma questão mais dirigida às crianças pequenas, já que muitas das vezes não conseguem expressar verbalmente o que as incomoda, reagindo assim. A criança maior, já consegue verbalizar melhor a sua insatisfação referente a sua escola e ou amigos.
Portanto é importante estar atento a alguns sinais que as crianças manifestem para comunicar que algo não vai bem, é preciso conhecer o seu filho, a sua mudança de comportamento, de atitude no ambiente.
Frequentemente a criança pequena, digo aquela que está com 1 a 3 anos de idade aproximadamente, costuma a agir, ou melhor a "atuar", a reagir para o ambiente externo quando algo a desagrada. Como por exemplo, reage mordendo, gritando, batendo, chorando, torna-se mais irritada. Portanto, muitas das vezes quando apanhamos os filhos na escola, ele encontra-se amoado, ou choroso, ou muito manhoso. Este pode ser um sinal de muito cansaço, de um esgotamento físico ou mental provocado pelo excesso de atividades impostos pela escola, ou até de exigências feitas visando um ótimo rendimento da criança.
É claro que este comportamento deva ocorrer com frequência para que se possa vislumbrar a ocorrência deste tipo de situação, pois é muito comum e lógico que vez ou outra, a criança encontre-se mais cansada e chorosa, aí entrando o bom senso do adulto.
Precisa-se respeitar a necessidade de cada etapa e desenvolvimento infantil, os seus limites e capacidade num determinado período da vida, pois exigir uma escrita ou uma alfabetização precoce, pode gerar um sentimento de frustração, baixa auto estima, incapacidade, insegurança e discriminação na criança.
Um outro sinal de alerta refere-se quando o filho começa a falar muito de um determinado amiguinho da escola. Queixando-se de agressão, de insatisfação relacionado a esta criança. Assim, é importante averiguar a queixa com a escola, e caso se confirme, buscar saber as medidas que estão sendo providenciadas nesta situação.
Muitas das vezes a escola evita de tomar uma medida mais firme, fazendo "vista grossa" para o caso, com receio de perder o aluno. Portanto é muito importante estar atento a isto.
Um outro sinal exposto pela criança são os pesadelos frequentes à noite, juntamente com um medo excessivo de ficar sozinha. Neste caso também poderá estar relacionado com a escola, com alguma situação aflitiva que vem enfrentando.
Ocorre também uma certa regressão no seu desenvolvimento, como por exemplo aquela que criança que já desfraldou mas voltou a fazer xixi na calça. Desta forma deve-se evitar repreender, brigar ou castigar pelo fato, já que pode ser a manifestação de um problema enfrentado pelo filho.
Enfim, busque sempre estar presente, junto do seu filho, conversando, perguntando como foi o seu dia na escola, quais as atividades que participou e se está feliz e satisfeito. Caso ele pouco comente com você evitando o assunto, é melhor então começar a averiguar o que pode estar acontecendo e observar os sinais que com certeza serão manifestados por ele. Caso também não seja possível resolver a questão com a escola, então é melhor pensar em mudar de instituição.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Problema que Atinge as Crianças Maiores:
Este artigo que descreverei não é da minha autoria, pois foi uma reportagem exibida num jornal impresso de circulação nesta semana, aqui no Rio de Janeiro. Considerei um assunto muito relevante, apesar de tê-lo escrito aqui em outra ocasião, mas penso não estar sendo redundante, já que revela um acontecimento frequente, corriqueiro e que dependendo de como é enfrentado pelos pais ou responsáveis da criança com este problema, pode ocasionar certos distúrbios emocionais futuros ou pode-se evitá-los, pelo viés de um bom entendimento, informação e tratamento adequado.
Segue o conteúdo: "Chamado pelos médicos de enurese, problema atinge as crianças com mais de cinco anos:"
"Diariamente crianças apanham por fazer xixi na cama porque os pais não sabem que pode ser uma doença." Afirmou a apresentadora Astrid em seu twitter.... "A falta de controle da urina afeta ainda 2% dos adolescentes e 1% dos adultos jovens.
- Existe um forte fator genético ligado à enurese. A pessoa não consegue reter o xixi porque tem a bexiga pequena ou tem um descontrole hormonal que aumenta o volume de urina produzida durante a noite - explica a presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio, Eliane Garcez......
Quanto mais os pais punem os filhos que fazem xixi na cama, mais ansiosos eles ficam, o que pode agravar ainda mais o quadro.....
-Numa pesquisa vimos que 57% das crianças de uma comunidade do Rio eram punidas pelo xixi na cama. É preciso tirar a culpa dessas crianças. Além disso, a enurese pode ser um alerta para diabetes e outras doenças.....
As áreas que comandam a vontade de fazer xixi e a ansiedade são muito próximas no cérebro. Por isso, o quadro psicológico pode agravar a enurese. Nesses casos, a terapia psicológica faz parte do tratamento."
Segue o conteúdo: "Chamado pelos médicos de enurese, problema atinge as crianças com mais de cinco anos:"
"Diariamente crianças apanham por fazer xixi na cama porque os pais não sabem que pode ser uma doença." Afirmou a apresentadora Astrid em seu twitter.... "A falta de controle da urina afeta ainda 2% dos adolescentes e 1% dos adultos jovens.
- Existe um forte fator genético ligado à enurese. A pessoa não consegue reter o xixi porque tem a bexiga pequena ou tem um descontrole hormonal que aumenta o volume de urina produzida durante a noite - explica a presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio, Eliane Garcez......
Quanto mais os pais punem os filhos que fazem xixi na cama, mais ansiosos eles ficam, o que pode agravar ainda mais o quadro.....
-Numa pesquisa vimos que 57% das crianças de uma comunidade do Rio eram punidas pelo xixi na cama. É preciso tirar a culpa dessas crianças. Além disso, a enurese pode ser um alerta para diabetes e outras doenças.....
As áreas que comandam a vontade de fazer xixi e a ansiedade são muito próximas no cérebro. Por isso, o quadro psicológico pode agravar a enurese. Nesses casos, a terapia psicológica faz parte do tratamento."
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A Culpa pelos Maus Sentimentos:
Outro dia uma jovem estava me relatando a raiva, ou melhor, o ódio que sentia da sua mãe. Ela a responsabilizava por ainda ser tão infantil, imatura, sem nenhuma segurança para fazer escolher e tomar as suas próprias decisões na vida.
Resumindo rapidamente a história, esta progenitora sempre foi uma figura controladora e superprotetora com a filha, não possibilitando espaço para esta se desenvolver enquanto um ser independente e distinto dela. Portanto a filha necessariamente deveria seguir os mesmos passos da mãe, e caso ameaçasse tomar rumos diferentes do que havia sido traçado para ela, sofria ameaças veladas de abandono, de perda de amor, obrigando-a a recuar.
Como alguns exemplos, na sua fase escolar com aproximadamente nove ou dez anos de idade, num dos tantos trabalhos de casa solicitados pela escola, era preciso fazer um cartaz com figuras e descrevendo um pouco sobre a geografia de um lugar, algo assim. A jovem tinha uma grafia boa para sua idade, mas não era o ideal de sua mãe, que exigia um desenho impecável ao escrever o título do trabalho em letras grandes na cartolina. Como a menina não atingia este ideal após duas tentativas, a mãe resolveu fazer o título, afirmando que ela não conseguia desenhar tão bonito quanto a mãe e por isto não poderia fazer este tipo de trabalho.
Em toda atitude da filha considerada desagradável pelo ponto de vista da mãe, era imediatamente condenada por esta com uma postura indiferente e de distância, ameaçando a filha de perda de amor (já que era o sentimento mais presente no momento que percebia.)
Voltando ao início, a jovem relatava os sentimentos odiosos que surgiam em alguns momentos de convivência com a mãe, hoje em dia, por invadir a sua vida, inclusive ditando com quem precisa namorar, ou quem ela não pode se relacionar pois irá sofrer muito e se arrepender depois. Esta moça ao me relatar estes sentimentos, ao mesmo tempo apresentava uma culpa muito grande, já que não aceitava ter sentimentos de ódio dirigidos a própria mãe.
O que lhe falei ser absolutamente lógico e coerente sentir este ódio, esta raiva diante do que acredita ter sofrido como consequência em sua vida, e que ainda sofre. O sentir não é sinônimo do realizar, do concretizar, do fazer, se sinto ódio e penso até na morte daquela pessoa, não necessariamente ela vai morrer devido a esta ideia. Mas o interessante que nos acomete, é esta sensação onipotente que temos, assim como quando éramos bebês, que o pensamento extrapola o seu limite, invadindo o externo, o mundo fora, se materializando.
Portanto, a jovem acreditava que caso mantivesse aquele ódio dirigido a mãe, seria responsável por qualquer agravo ou dano que a mãe viesse sofrer, inclusive a sua morte. Diferentemente de alguns casos que sentem a raiva e resolvem em vias de fato, como a mãe que mata um filho, ou filho que ataca a mãe. Nestes casos encontramos graves distúrbios mentais ou psicopáticos que necessitam de reclusão e tratamento.
Com exceção destes casos, o pensar, sentir por si só não será responsável por nenhum acontecimento maléfico com aquela pessoa de que estamos em desagrado ou até não gostamos, apesar de algumas crenças, religiões afirmarem o contrário, assim como o pensamento negativo, ou a inveja que pode atacar e até destruir o outro ou nós mesmos. Mas tudo isto faz parte do aspecto onipotente presente em todos nós.
Podemos sentir raiva, ódio de alguém, podemos portanto identificar e entendermos os sentimentos para assim conseguirmos lidar e viver melhor com estes percalços de nossa vida.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Colesterol alto em Criança:
Muito importante realizar o exame de sangue precoce em seu filho, pois cada vez mais aumenta o índice de colesterol alto, ou diabetes em criança pequena. Quanto mais precocemente detectar estas doenças, melhor o seu tratamento.
O colesterol alto não se manifesta com nehum tipo de sintomas, apenas pelo exame de sangue. Além disto, a criança também não precisa estar acima do seu peso, obesa para desenvolver a doença, pois fatores genéticos, ou até o estilo de vida sedentário, alimentação inadequada com muita oferta de gordura, açúcar também contribui para o seu surgimento.
Assim que se descobre é importante mudar os hábitos alimentares da criança, com frutas, cereais integrais, leguminosas, feijão, lentilha, por exemplo. Realizar um acompanhamento nutricional adequado, além de atividade física frequente. Alguns especialistas recomendam o uso da medicação como o último recurso possível, após a tentativa dos outros recursos, pois a sinvastatina, a substância responsável pela queda do colesterol no sangue, possui certos efeitos colaterais. Por isto é recomendado um período curto do uso da medicação em criança, e a sua dose reduzida a medida que obtém resultados frutíferos.
Há dez anos atrás não pensaríamos nesta possibilidade de doença em crianças, e portanto os pediatras não tinham o costume de solicitar o exame de sangue. Mas parece que com o tempo, com a mudança de certas rotinas, ou realidades sociais e familiares, com a busca de um sustento, com a incidência cada vez maior do mercado de trabalho, de uma competição por uma vaga, ou por uma promoção, um aumento da renda, obriga que pai e mãe permaneçam a maior parte do seu tempo ausente da casa, do lar, da família.
A criança muitas das vezes é deixada em casa com empregada, babá, assistindo televisão, ou no computador, internet, sentada a maior parte do tempo, tentando amenizar o vazio sentido pela ausência do pai ou da mãe naquele momento. Fora a esta situação, há toda uma expectativa também cobrada acerca do seu rendimento escolar, muitas das vezes uma exigência que ultrapassa a possibilidade da criança.
Enfim, precisamos estar atentos aos vários fatores que podem contribuir para o desencadeamento da doença, assim como os genéticos, hereditários e emocionais, psicológicos. Não devemos fechar os olhos para a nossa nova realidade que insiste em se mostrar.
O colesterol alto não se manifesta com nehum tipo de sintomas, apenas pelo exame de sangue. Além disto, a criança também não precisa estar acima do seu peso, obesa para desenvolver a doença, pois fatores genéticos, ou até o estilo de vida sedentário, alimentação inadequada com muita oferta de gordura, açúcar também contribui para o seu surgimento.
Assim que se descobre é importante mudar os hábitos alimentares da criança, com frutas, cereais integrais, leguminosas, feijão, lentilha, por exemplo. Realizar um acompanhamento nutricional adequado, além de atividade física frequente. Alguns especialistas recomendam o uso da medicação como o último recurso possível, após a tentativa dos outros recursos, pois a sinvastatina, a substância responsável pela queda do colesterol no sangue, possui certos efeitos colaterais. Por isto é recomendado um período curto do uso da medicação em criança, e a sua dose reduzida a medida que obtém resultados frutíferos.
Há dez anos atrás não pensaríamos nesta possibilidade de doença em crianças, e portanto os pediatras não tinham o costume de solicitar o exame de sangue. Mas parece que com o tempo, com a mudança de certas rotinas, ou realidades sociais e familiares, com a busca de um sustento, com a incidência cada vez maior do mercado de trabalho, de uma competição por uma vaga, ou por uma promoção, um aumento da renda, obriga que pai e mãe permaneçam a maior parte do seu tempo ausente da casa, do lar, da família.
A criança muitas das vezes é deixada em casa com empregada, babá, assistindo televisão, ou no computador, internet, sentada a maior parte do tempo, tentando amenizar o vazio sentido pela ausência do pai ou da mãe naquele momento. Fora a esta situação, há toda uma expectativa também cobrada acerca do seu rendimento escolar, muitas das vezes uma exigência que ultrapassa a possibilidade da criança.
Enfim, precisamos estar atentos aos vários fatores que podem contribuir para o desencadeamento da doença, assim como os genéticos, hereditários e emocionais, psicológicos. Não devemos fechar os olhos para a nossa nova realidade que insiste em se mostrar.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Mais Uma Etapa:
A experiência do desfraldar à noite é como se fosse um retorno àquela fase inicial que acreditávamos que não voltaria mais, a não ser é claro com o nascimento de um novo bebê. O despertador fica programado de tempo em tempo durante a madrugada, lembrando a imperiosa necessidade de acordar o seu filho para levá-lo ao banheiro. Caso não consiga acordar, ou ainda acredita-se que depois de urinar uma quantidade que poderia encher uma piscina olímpica (exageros à parte), resolve-se dar um espaço maior de tempo entre as idas ao banheiro, e para a sua surpresa, a criança apresenta-se inteiramente ensopada no início da manhã.
Esta é a nova fase que enfrentamos a partir do segundo ano de vida da criança. Li alguns artigos e pesquisas a respeito, mas não há um consenso acerca do início exato do desfraldar noturno, a não ser no que tange ao seu início, mas além disso, cada criança terá o seu tempo para começar. Algumas já solicitam o tirar a fralda, sinalizando assim o seu preparo para tal, mas outras não, e caso seja forçada a começar, ela pode apresentar algumas resistências, como até a constipação sendo muito prejudicial.
O importante é evitar a ansiedade acerca do assunto, como os comentários de outros pais, até as cobranças da família ou da escola para haver logo o desfraldar. A criança capta e percebe muito bem esta ansiedade e movimento dos pais ou seus responsáveis e pode se utilizar disto como uma forma de manipular, chamar a atenção ou até, como já mencionei, desenvolver uma dificuldade de evacuação. Isto ocorre em alguns adultos que apresentam certos rituais, manias, no momento que vão ao banheiro, como por exemplo, ler alguma coisa, ou ouvir rádio, e há aqueles que não conseguem ir a um banheiro estranho, diferente de sua casa.
Necessário também não repreender a criança, nem castigá-la caso escape o xixi não dando tempo de ir ao banheiro. Caso ocorra esta situação, entenda a dificuldade e o momento da criança oferecendo apoio e conforto. Uma dica muito importante, é evitar o início desta fase em momento de mudanças, assim como mudança de casa, ou de trabalho, ou de escola, enfim qualquer coisa que provoque uma alteração na rotina da criança, já que esta necessita de uma rotina para o seu bom desenvolvimento emocional.
Caso tenha iniciado o desfraldar e a criança não está conseguindo se adaptar, não há nenhum impecilho em interromper o processo e esperar mais um tempo para reiniciá-lo. Caso isto seja necessário converse com a criança a respeito explicando que vocês podem adiar este momento sem problemas e que esperará ela se sentir a vontade para tirar a fralda.
Antes de iniciar o desfraldar também é interessante propor a criança a situação podendo então sentir se será possível, pois se está disposta a lhe ajudar com isto. Caso contrário, não insista e espere mais um tempo. No final tudo caminha para um resultado bom e feliz por ter concluído mais uma etapa dentre tantas que ainda faltam.
Esta é a nova fase que enfrentamos a partir do segundo ano de vida da criança. Li alguns artigos e pesquisas a respeito, mas não há um consenso acerca do início exato do desfraldar noturno, a não ser no que tange ao seu início, mas além disso, cada criança terá o seu tempo para começar. Algumas já solicitam o tirar a fralda, sinalizando assim o seu preparo para tal, mas outras não, e caso seja forçada a começar, ela pode apresentar algumas resistências, como até a constipação sendo muito prejudicial.
O importante é evitar a ansiedade acerca do assunto, como os comentários de outros pais, até as cobranças da família ou da escola para haver logo o desfraldar. A criança capta e percebe muito bem esta ansiedade e movimento dos pais ou seus responsáveis e pode se utilizar disto como uma forma de manipular, chamar a atenção ou até, como já mencionei, desenvolver uma dificuldade de evacuação. Isto ocorre em alguns adultos que apresentam certos rituais, manias, no momento que vão ao banheiro, como por exemplo, ler alguma coisa, ou ouvir rádio, e há aqueles que não conseguem ir a um banheiro estranho, diferente de sua casa.
Necessário também não repreender a criança, nem castigá-la caso escape o xixi não dando tempo de ir ao banheiro. Caso ocorra esta situação, entenda a dificuldade e o momento da criança oferecendo apoio e conforto. Uma dica muito importante, é evitar o início desta fase em momento de mudanças, assim como mudança de casa, ou de trabalho, ou de escola, enfim qualquer coisa que provoque uma alteração na rotina da criança, já que esta necessita de uma rotina para o seu bom desenvolvimento emocional.
Caso tenha iniciado o desfraldar e a criança não está conseguindo se adaptar, não há nenhum impecilho em interromper o processo e esperar mais um tempo para reiniciá-lo. Caso isto seja necessário converse com a criança a respeito explicando que vocês podem adiar este momento sem problemas e que esperará ela se sentir a vontade para tirar a fralda.
Antes de iniciar o desfraldar também é interessante propor a criança a situação podendo então sentir se será possível, pois se está disposta a lhe ajudar com isto. Caso contrário, não insista e espere mais um tempo. No final tudo caminha para um resultado bom e feliz por ter concluído mais uma etapa dentre tantas que ainda faltam.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
O Que Nos Mantém Ligado a Alguém?
Nossas relações são constituídas por identificações. Desde os nossos primórdios nos identificamos com os nossos pais, ou com uma outra figura cuidadora embutida desta função. Percebemos, identificamos traços, manias, jeitos, gestos, semelhantes e as vezes idênticos dos filhos com os pais, ou avós, tios. Muitas das vezes, esta identificação é transmitida por geração, pelo código genético, como um olhar, uma mexida na boca, ou no nariz, assim tal qual o avô, ou bisavô falecido.
Vamos nos moldando, nos construindo através desta herança e da relação que estipulamos com as pessoas que nos rodeiam. E parece interminável este molde, esta criação, este desenvolvimento, pois permanecemos nos construindo até a fase adulta, através das nossas amizades e relação amorosa com namorado(a), marido, ou esposa, até retornar ao começo com os nossos próprios filhos.
O fato é que muitas vezes escuto a seguinte indagação: "O que me prende a esta pessoa? Porque não consigo sair desta relação que me machuca, que me faz sofrer?" Costumamos responder estas questões implicando a pessoa nesta dificuldade de romper a relação, portanto, por conveniência nossa, por não querermos assumir a parcela de culpa nesta escolha que fizemos de relação, acreditamos que o outro é inteiramente responsável pelo mal que nos acomete.
Na verdade identificamos no outro o que já existe em nós mesmos, o que conhecemos e gostamos, caso contrário, não nos identificaríamos. Assim como não faz o menor sentido, buscando uma explicação racional, mantermos uma relação que é baseada num controle e ciúme excessivo por parte do outro, caso não nos fosse muito conhecido estas características em nós. Duro ter que encarar esta verdade!!! Mas somente assim, poderemos realmente fazer algo de bom para nós mesmos, para a nossa vida.
Pense bem...... Se o seu marido, ou esposa é ciumento, possessivo, controlador, e lhe incomoda com as obsessões, perseguições e você ainda mantém a relação não conseguindo se desvincular, pergunte para si mesmo o porquê? Reflita internamente se há algum destes aspectos que também mantêm, mas como estão sendo identificados no seu parceiro, você não precisa manifestar e encarar como pertencendo a você também. Caso negue este pensamento, então pense que não faz sentido manter algo que não gosta, repudia, ou lhe faz mal. Será que você permanecerá comendo uma comida de que não gosta, ou repudia? Pode comê-la num momento ou outro, mas com certeza não comerá com frequência.
Vamos começar a nos conhecer melhor???
Vamos nos moldando, nos construindo através desta herança e da relação que estipulamos com as pessoas que nos rodeiam. E parece interminável este molde, esta criação, este desenvolvimento, pois permanecemos nos construindo até a fase adulta, através das nossas amizades e relação amorosa com namorado(a), marido, ou esposa, até retornar ao começo com os nossos próprios filhos.
O fato é que muitas vezes escuto a seguinte indagação: "O que me prende a esta pessoa? Porque não consigo sair desta relação que me machuca, que me faz sofrer?" Costumamos responder estas questões implicando a pessoa nesta dificuldade de romper a relação, portanto, por conveniência nossa, por não querermos assumir a parcela de culpa nesta escolha que fizemos de relação, acreditamos que o outro é inteiramente responsável pelo mal que nos acomete.
Na verdade identificamos no outro o que já existe em nós mesmos, o que conhecemos e gostamos, caso contrário, não nos identificaríamos. Assim como não faz o menor sentido, buscando uma explicação racional, mantermos uma relação que é baseada num controle e ciúme excessivo por parte do outro, caso não nos fosse muito conhecido estas características em nós. Duro ter que encarar esta verdade!!! Mas somente assim, poderemos realmente fazer algo de bom para nós mesmos, para a nossa vida.
Pense bem...... Se o seu marido, ou esposa é ciumento, possessivo, controlador, e lhe incomoda com as obsessões, perseguições e você ainda mantém a relação não conseguindo se desvincular, pergunte para si mesmo o porquê? Reflita internamente se há algum destes aspectos que também mantêm, mas como estão sendo identificados no seu parceiro, você não precisa manifestar e encarar como pertencendo a você também. Caso negue este pensamento, então pense que não faz sentido manter algo que não gosta, repudia, ou lhe faz mal. Será que você permanecerá comendo uma comida de que não gosta, ou repudia? Pode comê-la num momento ou outro, mas com certeza não comerá com frequência.
Vamos começar a nos conhecer melhor???
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Você Ama?
Você ama a pessoa que está com você? Ou melhor, o seu marido, namorado, companheiro, amigo, enfim o outro que compartilha da sua convivência, da sua vida. Como você sabe que o seu sentimento é o amor, em vez da posse, da vaidade, do orgulho? Será que sabe???
Para responder esta questão, penso ser imprescendível primeiramente lhe indagar introspectivamente: "Eu me amo? Eu me gosto? Gosto da minha companhia? Sou o meu melhor amigo?" Se conseguiu responder "sim" para todas estas perguntas, então você definitivamente ama o outro. Caso contrário, é bom reavaliar o seu entendimento sobre o sentimento de amar.
Basta tentar entender que só podemos dar o que temos, só fornecemos, portanto, amor, compreensão, amizade, carinho, se também oferecemos estes sentimentos e atos a nós próprios. Você dá ou empresta dinheiro sem ter? Claro que não. O mesmo ocorre com os sentimentos. Se é uma pessoa benevolente, amável, flexível, consigo mesmo, capaz de se desculpar dos erros que comete, então fatalmente será assim que também se relacionará com o outro. Caso contrário, sendo auto crítico, duro, exigente consigo, este modelo repetirá nas suas relações, já que é o que você tem e conhece muito bem.
Assim, engana-se a pessoa que acredita amar sem se amar, gostar sem se gostar, cuidar sem se cuidar, pois estes sentimentos e atitudes ela não tem e não se fornece, logo também não conseguirá dar ao outro. A pergunta: "Eu me amo?" é vital para amar alguém.
Engana-se também aquele que pensa ser egoísta, individualista se afirmar que se ama, que cuida de si e que se olha primeiramente. Na verdade, é preciso realmente esta dose de egoísmo para se amar, uma dose saudável, necessária até para a sobrevivência, pois se você não comer, não dormir, não cuidar da dor física que está sentindo devido algum mal estar, ou doença, você morreria, não é???
Então, você tem se amado, tem mergulhado seriamente nesta questão, nesta introspecção? Você hoje, se ama?
Para responder esta questão, penso ser imprescendível primeiramente lhe indagar introspectivamente: "Eu me amo? Eu me gosto? Gosto da minha companhia? Sou o meu melhor amigo?" Se conseguiu responder "sim" para todas estas perguntas, então você definitivamente ama o outro. Caso contrário, é bom reavaliar o seu entendimento sobre o sentimento de amar.
Basta tentar entender que só podemos dar o que temos, só fornecemos, portanto, amor, compreensão, amizade, carinho, se também oferecemos estes sentimentos e atos a nós próprios. Você dá ou empresta dinheiro sem ter? Claro que não. O mesmo ocorre com os sentimentos. Se é uma pessoa benevolente, amável, flexível, consigo mesmo, capaz de se desculpar dos erros que comete, então fatalmente será assim que também se relacionará com o outro. Caso contrário, sendo auto crítico, duro, exigente consigo, este modelo repetirá nas suas relações, já que é o que você tem e conhece muito bem.
Assim, engana-se a pessoa que acredita amar sem se amar, gostar sem se gostar, cuidar sem se cuidar, pois estes sentimentos e atitudes ela não tem e não se fornece, logo também não conseguirá dar ao outro. A pergunta: "Eu me amo?" é vital para amar alguém.
Engana-se também aquele que pensa ser egoísta, individualista se afirmar que se ama, que cuida de si e que se olha primeiramente. Na verdade, é preciso realmente esta dose de egoísmo para se amar, uma dose saudável, necessária até para a sobrevivência, pois se você não comer, não dormir, não cuidar da dor física que está sentindo devido algum mal estar, ou doença, você morreria, não é???
Então, você tem se amado, tem mergulhado seriamente nesta questão, nesta introspecção? Você hoje, se ama?
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Quando Tirar a Fralda Noturna?
Venho acompanhando muito este momento, ouvindo conselhos, dicas, experiências acerca desta fase da criança que se inicia aproximadamente aos três anos de idade. Pode prevalecer até os cinco anos ou em alguns casos até os seis anos de idade. O fato é que deve-se respeitar o desenvolvimento de cada criança.
Em primeiro lugar observar se a fralda tem permanecido mais seca com mais frequência na semana, sendo assim, pode propor a criança a experiência de tirá-la naquela noite, e caso tenha vontade de fazer xixi, ir ao banheiro. Há pais que deixam ao lado da cama, nesta fase, o penico, ou o vasinho, caso seja difícil a criança andar até o banheiro à noite.
Uma boa dica, é forrar o colchão com plástico pois com certeza o seu filho deixará escapar o xixi durante a noite. O fundamental é não puní-lo quando isto acontecer e nem criticá-lo, evitando-se assim dificuldades emocionais, psicológicas futuras, como por exemplo, a dificuldade de evacuar, a prisão de ventre muito comum em determinadas crianças.
Evitar de oferecer líquidos antes de dormir, pois assim, não há como a criança não urinar a noite. Levá-la ao banheiro para fazer xixi, também é muito eficaz para evitar a cama molhada no sono.
Enfim, pesquisei algumas dicas dentre tantas a respeito do assunto, mas o fundamental nesta fase é a paciência, a calma dos pais com a criança, além também do respeito, entendendo a particularidade de cada um. Deve-se evitar cair no generalismo, pois não necessariamente um coleguinha do seu filho com dois ou até três anos de idade já não usa mais a fralda, então, o seu filho deve também tirá-la, pois caso contrário, ele não está progredindo conforme o esperado. Isto não é verdadeiro. CUIDADO!!!!!
É um momento que ambos, pais e filho, precisam estar seguros e certos do que estão fazendo. Caso durante um período a criança ainda molha a cama com frequência, pode-se retornar com a fralda, comunicando a ele a respeito, e depois tenta-se de novo. O importante é começar, tentar, e ter consciência que pode ser um processo longo, assim como pode ser rápido.
Também é imprescindível ter ciência que existem algumas disfunções orgânicas que prejudicam o desenvolvimento do controle esfincteriano, causando o escape do xixi a noite sem a intenção pela criança. Neste caso deve-se procurar um especialista ou conversar com o pediatra a respeito. Assim como se a criança tiver com medo, insegura, ou com pesadelo, também fará xixi na cama.
Em primeiro lugar observar se a fralda tem permanecido mais seca com mais frequência na semana, sendo assim, pode propor a criança a experiência de tirá-la naquela noite, e caso tenha vontade de fazer xixi, ir ao banheiro. Há pais que deixam ao lado da cama, nesta fase, o penico, ou o vasinho, caso seja difícil a criança andar até o banheiro à noite.
Uma boa dica, é forrar o colchão com plástico pois com certeza o seu filho deixará escapar o xixi durante a noite. O fundamental é não puní-lo quando isto acontecer e nem criticá-lo, evitando-se assim dificuldades emocionais, psicológicas futuras, como por exemplo, a dificuldade de evacuar, a prisão de ventre muito comum em determinadas crianças.
Evitar de oferecer líquidos antes de dormir, pois assim, não há como a criança não urinar a noite. Levá-la ao banheiro para fazer xixi, também é muito eficaz para evitar a cama molhada no sono.
Enfim, pesquisei algumas dicas dentre tantas a respeito do assunto, mas o fundamental nesta fase é a paciência, a calma dos pais com a criança, além também do respeito, entendendo a particularidade de cada um. Deve-se evitar cair no generalismo, pois não necessariamente um coleguinha do seu filho com dois ou até três anos de idade já não usa mais a fralda, então, o seu filho deve também tirá-la, pois caso contrário, ele não está progredindo conforme o esperado. Isto não é verdadeiro. CUIDADO!!!!!
É um momento que ambos, pais e filho, precisam estar seguros e certos do que estão fazendo. Caso durante um período a criança ainda molha a cama com frequência, pode-se retornar com a fralda, comunicando a ele a respeito, e depois tenta-se de novo. O importante é começar, tentar, e ter consciência que pode ser um processo longo, assim como pode ser rápido.
Também é imprescindível ter ciência que existem algumas disfunções orgânicas que prejudicam o desenvolvimento do controle esfincteriano, causando o escape do xixi a noite sem a intenção pela criança. Neste caso deve-se procurar um especialista ou conversar com o pediatra a respeito. Assim como se a criança tiver com medo, insegura, ou com pesadelo, também fará xixi na cama.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Água Mole em Pedra Dura:
"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura." Quem nunca ouviu este dito popular? Todos entendemos o seu significado, e até o utilizamos muito quando pretendemos reconfortar alguém que está desanimado, desestimulado e descrente da vida, inclusive nós mesmos!!!
Há quem pense ser uma bobagem, uma besteira, mais um dito dentre tantos que não surtirá nehuma consequência maior, assim como, "se conselho fosse bom, não daríamos, mas sim, venderíamos", ou algo parecido com isto, não tenho muita certeza. Mas há conselhos muito bons, assim como da água que pode furar a pedra. Inclusive observamos este fenômeno realmente acontecendo na natureza, portanto podemos até falar: "Sou que nem São Tomé, só acredito no que vejo."
Portanto, refiro na verdade, e acredito estar relacionado com um quantum de paciência e persistência que necessitamos ter no percurso e no nosso desenvolvimento. Já imaginou se a mulher não tivesse a paciência de esperar os nove meses de gestação? Pois: "é melhor esperar sentado, pois em pé, cansa.", e muitas das vezes, dependendo da gestação, a mulher necessita de repouso até o nascimento do seu filho.
Pareço ser feminista, pois falo apenas de mulher, mas os homens não me condenem, reconheço a paciência e persistência que têm em momentos como o citado acima, por exemplo. Afinal de contas, muitos também engravidam junto com suas mulheres.
Isto tudo é para reafirmar que a paciência e a persistência são uma virtude do ser humano, principalmente nos tempos atuais que vivemos, de internet, globalização, onde a pressa pelo resultado, pela cura de uma doença ou mal estar se faz presente. Não é possível esperar, ou se analisar, se auto conhecer, se entender e entender o outro, pois isto requer tempo, paciência e persistência. Precisamos andar, ou melhor, "correr contra o tempo", pois "o tempo não pára".
Há quem pense ser uma bobagem, uma besteira, mais um dito dentre tantos que não surtirá nehuma consequência maior, assim como, "se conselho fosse bom, não daríamos, mas sim, venderíamos", ou algo parecido com isto, não tenho muita certeza. Mas há conselhos muito bons, assim como da água que pode furar a pedra. Inclusive observamos este fenômeno realmente acontecendo na natureza, portanto podemos até falar: "Sou que nem São Tomé, só acredito no que vejo."
Portanto, refiro na verdade, e acredito estar relacionado com um quantum de paciência e persistência que necessitamos ter no percurso e no nosso desenvolvimento. Já imaginou se a mulher não tivesse a paciência de esperar os nove meses de gestação? Pois: "é melhor esperar sentado, pois em pé, cansa.", e muitas das vezes, dependendo da gestação, a mulher necessita de repouso até o nascimento do seu filho.
Pareço ser feminista, pois falo apenas de mulher, mas os homens não me condenem, reconheço a paciência e persistência que têm em momentos como o citado acima, por exemplo. Afinal de contas, muitos também engravidam junto com suas mulheres.
Isto tudo é para reafirmar que a paciência e a persistência são uma virtude do ser humano, principalmente nos tempos atuais que vivemos, de internet, globalização, onde a pressa pelo resultado, pela cura de uma doença ou mal estar se faz presente. Não é possível esperar, ou se analisar, se auto conhecer, se entender e entender o outro, pois isto requer tempo, paciência e persistência. Precisamos andar, ou melhor, "correr contra o tempo", pois "o tempo não pára".
sexta-feira, 23 de março de 2012
Tchau à Chupeta!
Fiquei pensando quando se deve retirar a chupeta e como? Primeiramente acredito que com a chegada dos três anos de idade ou até quem sabe, um pouco antes, é um bom momento da criança abandonar este amuleto de segurança e conforto. Vejo determinadas crianças maiores que se utilizam desta válvula de escape como um refúgio à frustração, concomitantemente com o conluio dos pais também frustrados e cansados de ouvir choros e berros.
Mas a visão de uma criança maior usando chupeta é esquisito para quem está de fora da situação, pois o comum, o usual, é associar a chupeta com o bebê. E realmente tem todo um sentido nisto. A chupeta é de grande valia e apoio nestes primeiros meses e ano da criança, e dos pais também. Mas com o passar do tempo, com o crescimento e amadurecimento da criança, a chupeta torna-se uma vilã, uma "bengala", um "cigarro", este sendo o resquício da chupeta, de um retorno à fase oral do bebê no adulto.
Mas deixando este argumento para depois, na verdade a retirada da chupeta é um momento importante tanto à criança quanto aos pais. Lógico que mais uma vez a individualidade, a personalidade de cada criança determinará também como será este processo, sendo fácil e tranquilo, ou difícil e amargo.
A princípio acreditei que contar uma história "amendrontadora" do uso da chupeta repercutiria bem e ajudaria a criança a perder o interesse devido ao medo. Assim como ameaçando que se tornará "dentuça" com o uso contínuo da chupeta. Até pode ter fundamento na história, mas será mesmo tão aterrorizante isto??? E a nossa história em quadrinho da Turma da Mônica, onde esta é dentuça? Alguém a repudia por ser dentuça, ou tem medo dela por isto, ou até é feia? Acredito que não!!
Será que o caminho é proporcionar o medo na criança, além já dos tantos que naturalmente enfrenta no decorrer do seu desenvolvimento, e precisa lidar? Foi aí que pensei de outra maneira. Na questão referente à uma escolha, ou troca. A vida é percorrida por escolhas que precisamos fazer para atingir algum objetivo, para crescermos. Escolha de ter o nosso próprio espaço, sendo assim, necessário abrir mão do espaço conhecido, do lar protegido e aconchegante dos nossos pais. Ou então o seu oposto, permanecendo no ambiente maternal abrindo mão em desbravar certos mundos e horizontes desconhecidos.
Portanto, seguindo esta linha de raciocínio, acreditei ser melhor recorrer ao uso desta escolha, ou troca, como preferir. Sendo por exemplo; vamos entregar a chupeta à fada, ou ao coelho da páscoa, ou ao Papai Noel, enfim, a alguém simbólico, e em troca, você ganhará um lindo presente, ou um ovo gostoso que esta "figura simbólica" deixará para você. Assim como continuará enfrentando no decorrer de sua vida e crescimento, as tomadas de escolhas e decisões, visando perspectivas mais convenientes e melhores para sua vida.
Bingo!!! Retiro a chupeta, ao mesmo tempo que já ajudo a criança a se preparar a crescer e enfrentar escolhas, tomando decisões, avaliando as perdas e ganhos que adquirirá ao bem estar e qualidade de vida. Afinal de contas não se pode ter tudo que queremos, até podemos sonhar com este estado de coisas, mas na realidade, abrimos mão de coisas em visando obter ganho de outras.
Mas a visão de uma criança maior usando chupeta é esquisito para quem está de fora da situação, pois o comum, o usual, é associar a chupeta com o bebê. E realmente tem todo um sentido nisto. A chupeta é de grande valia e apoio nestes primeiros meses e ano da criança, e dos pais também. Mas com o passar do tempo, com o crescimento e amadurecimento da criança, a chupeta torna-se uma vilã, uma "bengala", um "cigarro", este sendo o resquício da chupeta, de um retorno à fase oral do bebê no adulto.
Mas deixando este argumento para depois, na verdade a retirada da chupeta é um momento importante tanto à criança quanto aos pais. Lógico que mais uma vez a individualidade, a personalidade de cada criança determinará também como será este processo, sendo fácil e tranquilo, ou difícil e amargo.
A princípio acreditei que contar uma história "amendrontadora" do uso da chupeta repercutiria bem e ajudaria a criança a perder o interesse devido ao medo. Assim como ameaçando que se tornará "dentuça" com o uso contínuo da chupeta. Até pode ter fundamento na história, mas será mesmo tão aterrorizante isto??? E a nossa história em quadrinho da Turma da Mônica, onde esta é dentuça? Alguém a repudia por ser dentuça, ou tem medo dela por isto, ou até é feia? Acredito que não!!
Será que o caminho é proporcionar o medo na criança, além já dos tantos que naturalmente enfrenta no decorrer do seu desenvolvimento, e precisa lidar? Foi aí que pensei de outra maneira. Na questão referente à uma escolha, ou troca. A vida é percorrida por escolhas que precisamos fazer para atingir algum objetivo, para crescermos. Escolha de ter o nosso próprio espaço, sendo assim, necessário abrir mão do espaço conhecido, do lar protegido e aconchegante dos nossos pais. Ou então o seu oposto, permanecendo no ambiente maternal abrindo mão em desbravar certos mundos e horizontes desconhecidos.
Portanto, seguindo esta linha de raciocínio, acreditei ser melhor recorrer ao uso desta escolha, ou troca, como preferir. Sendo por exemplo; vamos entregar a chupeta à fada, ou ao coelho da páscoa, ou ao Papai Noel, enfim, a alguém simbólico, e em troca, você ganhará um lindo presente, ou um ovo gostoso que esta "figura simbólica" deixará para você. Assim como continuará enfrentando no decorrer de sua vida e crescimento, as tomadas de escolhas e decisões, visando perspectivas mais convenientes e melhores para sua vida.
Bingo!!! Retiro a chupeta, ao mesmo tempo que já ajudo a criança a se preparar a crescer e enfrentar escolhas, tomando decisões, avaliando as perdas e ganhos que adquirirá ao bem estar e qualidade de vida. Afinal de contas não se pode ter tudo que queremos, até podemos sonhar com este estado de coisas, mas na realidade, abrimos mão de coisas em visando obter ganho de outras.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Abaixo o Sofrimento!
Estamos vivendo um momento muito imediatista, no qual corremos contra o tempo, temos muita pressa e urgência com as coisas, o tempo parece menor, mais curto. Buscamos assim respostas rápidas para os nossos problemas, nossas doenças, angústias, mal estar, sofrimento. Não queremos saber deste assunto que a psicanálise ou a psicologia nos impõe de pararmos para nos analisar, para pensar e refletir sobre "as questões e aflições".
Podemos procurar um vidente, um pai de santo, e até um remedinho de tarja preta, preferencialmente, pois os outros são mais fracos e nem surtem o efeito esperado, já que utilizamos com muita frequência e sem receita médica.
Se estamos sofrendo ou com alguma dificuldade vamos resolver logo isto, quem sabe por um passe de mágica ou à espera de um milagre ficaremos livre do que nos perturba ou atormenta? Assim como quando éramos crianças e resolvíamos o que nos assustava ou amedrontava com um fechar de olhos ou alguma palavra mágica, ou uma varinha de condão... e "voilá"..... o temor desapareceu!!!
Parece que continuamos nesta espectativa infantil que alguma coisa fora de nós resolverá e banirá de vez o nosso sofrimento, o nosso medo, nossa angústia. Assim acredito acontecer com a medicalização, este mercado que promete a felicidade plena, sem dor, sem sofrimento, que vende a promessa da pílula da felicidade!!!! Está deprimido, ou tem TOC ( transtorno obsessivo compulsivo), fobia, insônia, falta de apetite, ou muito apetite, dorme de mais, preguiça, dor de cabeça, enfim o que sentir pode ser eliminado com uma bolinha, ou um comprimido, uma pílula.
Enfim, não vamos mais sentir!!!! Acho que na verdade, estamos vivendo neste mundo atual do NÃO SENTIR, pois acredito que amortecendo o sentimento, deixamos de sofrer, mas concomitantemente, deixamos de viver também!!!! Não sentimos dor, angústia, perda, tristeza, frustração.
Sendo assim, calculo que então não poderemos mais amar, encontrar com o outro, apaixonar, ganhar uma família, ou amigos, ou estudo, ou um trabalho, já que estes sentimentos bons geradores de um bem estar e de uma felicidade não são eternos e duradouros, mas temporários e corremos o risco de perdê-los também.
Portanto para não sofrer esta perda é melhor não vivê-los. Achei a resposta para o término definitivo do sofrimento...... a MORTE.
Vamos matar a possibilidade de amar à nós mesmos e consequentemente aos outros que estão ao nosso redor, pois assim não corremos o risco de sofrer, ou de dependermos de medicamentos, ou de outras drogas ilícitas. Não corremos o risco de errarmos e assim, aprendermos com os nossos erros. Não corremos riscos!!!!
Podemos procurar um vidente, um pai de santo, e até um remedinho de tarja preta, preferencialmente, pois os outros são mais fracos e nem surtem o efeito esperado, já que utilizamos com muita frequência e sem receita médica.
Se estamos sofrendo ou com alguma dificuldade vamos resolver logo isto, quem sabe por um passe de mágica ou à espera de um milagre ficaremos livre do que nos perturba ou atormenta? Assim como quando éramos crianças e resolvíamos o que nos assustava ou amedrontava com um fechar de olhos ou alguma palavra mágica, ou uma varinha de condão... e "voilá"..... o temor desapareceu!!!
Parece que continuamos nesta espectativa infantil que alguma coisa fora de nós resolverá e banirá de vez o nosso sofrimento, o nosso medo, nossa angústia. Assim acredito acontecer com a medicalização, este mercado que promete a felicidade plena, sem dor, sem sofrimento, que vende a promessa da pílula da felicidade!!!! Está deprimido, ou tem TOC ( transtorno obsessivo compulsivo), fobia, insônia, falta de apetite, ou muito apetite, dorme de mais, preguiça, dor de cabeça, enfim o que sentir pode ser eliminado com uma bolinha, ou um comprimido, uma pílula.
Enfim, não vamos mais sentir!!!! Acho que na verdade, estamos vivendo neste mundo atual do NÃO SENTIR, pois acredito que amortecendo o sentimento, deixamos de sofrer, mas concomitantemente, deixamos de viver também!!!! Não sentimos dor, angústia, perda, tristeza, frustração.
Sendo assim, calculo que então não poderemos mais amar, encontrar com o outro, apaixonar, ganhar uma família, ou amigos, ou estudo, ou um trabalho, já que estes sentimentos bons geradores de um bem estar e de uma felicidade não são eternos e duradouros, mas temporários e corremos o risco de perdê-los também.
Portanto para não sofrer esta perda é melhor não vivê-los. Achei a resposta para o término definitivo do sofrimento...... a MORTE.
Vamos matar a possibilidade de amar à nós mesmos e consequentemente aos outros que estão ao nosso redor, pois assim não corremos o risco de sofrer, ou de dependermos de medicamentos, ou de outras drogas ilícitas. Não corremos o risco de errarmos e assim, aprendermos com os nossos erros. Não corremos riscos!!!!
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