Freud em seu texto: "Dois Grupos Artificiais: A Igreja e o Exército" afirmou em um trecho: "Numa Igreja...., bem como num exército, por mais diferentes que ambos possam ser em outros aspectos, prevalece a mesma ilusão de que há um cabeça- na Igreja Católica, Cristo; num exército, o comandante-chefe - que ama todos os indivíduos do grupo com um amor igual. Tudo depende dessa ilusão; se ela tivesse de ser abandonada, então tanto a Igreja quanto o exército se dissolveriam, até onde a força externa lhes permitisse fazê-lo."
A família também é um grupo que se constitue similarmente dentro dos parâmetros descritos acima por Freud sobre a Igreja e o exército. Permeia-se sobre um membro centralizador sendo a mãe, ou pai, ou uma avó, tia, responsável pela união, pela organização do grupo. Este membro também acredita-se que ame todos sem distinção e de afeto equivalente, pelo menos pretende-se esta ilusão, assim confirmado no texto.
Interessante notar que na falta deste membro, ou por morte ou pela sua ausência, a família costuma a se desintegrar, se desorganizar, com raras excessões. Aqueles almoços clássicos de domingos torna-se cada vez menos frequentes, as comemorações de natal, ou ano novo, não se caracterizam mais pelo reencontro familiar, pois novos afazeres são incluídos agora. Parece que algo se quebrou, ou na verdade, falta algo, falta alguém, o centro da integração.
Parece que tudo começa lá atrás, no primórdio da família, com o nascimento de um filho, depois do outro, e assim segue. A forma que a mãe, ou pai, avó, avô, lida com este mais um ser na família marca o caminhar, o formato futuro da mesma, que será unida, pelo amor igual, ou separada pela disputa do amor diferenciado prestado a um do ser. Mais uma vez, está também em jogo a constituição individual, ou melhor, o caráter de cada um envolvido no processo, a sua personalidade. Não quero dizer que a mãe, ou o pai, ou a família é o único e maior responsável pelo filho ser "bom" ou "mau", se podemos denominar assim.
Mas é notório a predominância da família na condução de quem seremos amanhã. A conduta da mãe ao buscar amar os filhos igualmente, como ter postura educadora igual, assim como, se presenteia um filho, o outro também terá este direito, pregando a necessidade da amizade entre eles, oferecendo o seu tempo para ser dividido com ambos, apesar de um deles clamar mais a sua atenção. Mas a sensibilidade que se tem com um único filho, agora terá com dois, ou três,.... e principalmente, evitar de tomar partido de um dos filhos em detrimento do outro reforçando a disputa, o ciúme existente.
Como Freud afirmou acerca da ilusão do amor igual, assim repercurte na família que é visível a preferência da mãe por um dos filhos. Difícilmente não há intimamente uma preferência, já que existe a identificação, a hereditariedade transmitida de um dos pais, mas o lidar não pode compactuar com o interno, com o sentimento mais primitivo, e sim precisamos ser maduras, mulheres, mães neste momento e principalmente. Mantendo esta ilusão contribuímos para o amor, a união e integração da família além da nossa ausência; a continuação da nossa história.
Bem Vindo
Um espaço para troca de experiências, reflexões, dúvidas referentes ao universo dinâmico e surpreendente do inconsciente.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Qual a Idade para Ingressar na Creche?
A princípio não existe uma regra, ou um consenso acerca da melhor idade para a creche, mas sim um aparato psicanalítico que julga ser mais conveniente e melhor para a criança permanecer o máximo que possível no seu ambiente familiar.
Alguns teóricos psicanalíticos infantis acreditam na importância do ambiente no desenvolvimento emocional infantil. Winnicott o fundador desta idéia afirmava que o ambiente compreendido como a mãe, o pai, a família, um cuidador da criança é responsável pela melhor qualidade de vida do bebê, assim como pela sua estrutura psíquica saudável. Entende-se como um ambiente "suficientemente bom" o que comporta afeto, amor, proteção, oferecendo compreensão, entendimento e satisfação da demanda do bebê.
Nos dias atuais com a necessidade pessoal e profissional da mãe, há uma urgência em buscar um local cuidador para o bebê, ou por falta de uma pessoa substituta ou por delegar maior confiança num outro espaço, acreditando ser um estimulador do social e do desenvolvimento psicomotor da criança (pensamentos aliviadores da culpa sentida pela mãe). Estas estimulações podem ser adquiridas perfeitamente no seu ambiente familiar, como oferecendo brinquedos, brincando junto, passeando em parques, praças que possuem determinado contingente de outros bebês e crianças, portanto havendo socialização.
Por experiência pessoal e possibilidade para tal, minha filha ingressou na creche após completar um ano de idade, devido a falta de um cuidador em casa. Caso contrário, a ingressaria mais tarde direto à escola. Mas como mencionei, o que entra em jogo no momento é a necessidade particular e individual de cada mãe. Há mães que ingressam os seus bebês com meses em creches, outras, podem esperar um maior amadurecimento do filho para tal, que considero ser o mais adequado.
Enfim, não há "contra-indicação" de bebês de tenros meses ingressarem na creche, afinal a particularidade da personalidade de cada bebê é que rege também com a interação do ambiente externo. Portanto haverá bebê que se desenvolverá adequadamente bem emocionalmente com a sua permanência "precoce" na creche, e já outro que sentirá posteriormente a sua retirada do seu ambiente familiar.
Alguns teóricos psicanalíticos infantis acreditam na importância do ambiente no desenvolvimento emocional infantil. Winnicott o fundador desta idéia afirmava que o ambiente compreendido como a mãe, o pai, a família, um cuidador da criança é responsável pela melhor qualidade de vida do bebê, assim como pela sua estrutura psíquica saudável. Entende-se como um ambiente "suficientemente bom" o que comporta afeto, amor, proteção, oferecendo compreensão, entendimento e satisfação da demanda do bebê.
Nos dias atuais com a necessidade pessoal e profissional da mãe, há uma urgência em buscar um local cuidador para o bebê, ou por falta de uma pessoa substituta ou por delegar maior confiança num outro espaço, acreditando ser um estimulador do social e do desenvolvimento psicomotor da criança (pensamentos aliviadores da culpa sentida pela mãe). Estas estimulações podem ser adquiridas perfeitamente no seu ambiente familiar, como oferecendo brinquedos, brincando junto, passeando em parques, praças que possuem determinado contingente de outros bebês e crianças, portanto havendo socialização.
Por experiência pessoal e possibilidade para tal, minha filha ingressou na creche após completar um ano de idade, devido a falta de um cuidador em casa. Caso contrário, a ingressaria mais tarde direto à escola. Mas como mencionei, o que entra em jogo no momento é a necessidade particular e individual de cada mãe. Há mães que ingressam os seus bebês com meses em creches, outras, podem esperar um maior amadurecimento do filho para tal, que considero ser o mais adequado.
Enfim, não há "contra-indicação" de bebês de tenros meses ingressarem na creche, afinal a particularidade da personalidade de cada bebê é que rege também com a interação do ambiente externo. Portanto haverá bebê que se desenvolverá adequadamente bem emocionalmente com a sua permanência "precoce" na creche, e já outro que sentirá posteriormente a sua retirada do seu ambiente familiar.
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